O início

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Pois bem. Tudo começou no ano de 2012. Estava na faculdade de Letras, na Universidade Presbiteriana Mackenzie quando eu entrei, pela primeira vez, no site Freela, que hoje se chama NearJob. Não sabia por onde começar, então comecei a fuçar (para quê manual?). Vi que existiam diversos trabalhos disponíveis e fui logo me cadastrando.

O segundo passo era escolher os freela e apresentar uma proposta, por quanto eu faria e o prazo de entrega. Caso aceitassem a minha oferta, pronto, o trabalho era meu. E não é que eu consegui? Nunca irei esquecer: escrever 10 artigos sobre um tema só, botas. Para ganhar quanto? R$ 50,00. Pensei, “nossa, que moleza”, mas acho que tinham esquecido de me avisar como transformar “botas” em um tema interessante para 10 textos. Foi aí que a criatividade me ajudou, e muito. “Botas para festas”, “Botas para diferentes ocasiões”, “Modelos de botas” e assim por diante. Foi um tédio. Mas entreguei e fui paga.

O que importou para mim era que meus textos estavam sendo lidos por outras pessoas e elas estavam gostando. Só que nem sempre foi assim, quer dizer, já ouviu falar de ghostwriter? Se sim, legal, porque naquela época eu não sabia. Soube que a maioria dos meus textos foram assinados por outros, que não tinham me avisado sobre essa modalidade “ghostwriter”, em que justamente eu era paga para escrever enquanto outros levavam toda a credibilidade. O escritor fantasma, isso mesmo. Fique frustrada e decepcionada, mas me conformei porque era uma forma de continuar escrevendo, enriquecendo o meu vocabulário e conhecimento com assuntos diversos.

Foi nesse momento que também percebi o quanto nós acreditamos (pelo menos eu) em tudo que lemos. Claro que existem sites profissionais, sérios, escritos por verdadeiros entendedores da área, entretanto, quando se entra nesse mundo de freelancer, você adquire diversas personalidades: ora você é um médico, ora você é um publicitário, ora você é uma consultora de moda e beleza. Mas, deixando bem claro que: nunca escrevi textos sem pé nem cabeça. Redação freelancer requer, acima de tudo, pesquisa, porque as pessoas, principalmente hoje em dia, querem informação, conteúdo de qualidade.

Enfim, diante disso, voltemos. Aquela minha primeira experiência fez com que eu tentasse mais e assim foi crescendo os trabalhos, os textos. Até tive que descrever produtos, acredita nisso? Para ser realmente sincera, não sei qual assunto ainda não escrevi. Pelo contrário, já viajei por entre tantos que não sei explicitar qual o tema que odiei e gostei mais. Claro que teve alguns que me identifiquei muito como fazer resenhas de livros, séries, filmes e até de jornais. Passei pelo mundo do marketing, de turismo, comportamento, bem-estar e muitos outros. Teve uns que não sabia por onde começar, e é exatamente aqui que significa o quanto é desafiador iniciar nessa carreira instável e flexível.

Essa foi a reflexão do meu início e os insights que tive ao longo do caminho.

Até o próximo post!

 

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5 comentários sobre “O início

  1. Angélica Diniz disse:

    Olá Juliana!

    Interessante o seu blog. Não conheço muito desse mundo de redatores freelancers. Acabei chegando aqui por curiosidade mesmo. Vi o link do seu blog no Desassossegada, e como gosto de ler sobre coisas novas resolvi clicar. Fiquei surpresa com este trabalho de ghostwriter, nem imaginava que isso existia. Acabei pensando aqui comigo em quantas coisas que eu já li e que não foram escritas por quem eu pensei…rsrs.

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    • Freelancer Anônima disse:

      Oi Angélica! Obrigada pela visita! Essa vida de freelancer é complicada mesmo! Muito não é o que parece! Mas não posso generalizar! =)

      Se puder divulgar o blog e meus serviços,também agradeço! Primeiro comentário por aqui! Obrigada!!!!

      Se quiser que eu escreva algum tema, pode indicar também!

      Até!

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  2. something new disse:

    E ai Ju? Passando aqui para retribuir o comentário! Muito obrigada, adorei seu blog! Nunca li a respeito disso, achei interessante! E sim podemos ser amigas! Beijão!

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